O desemprego jovem não dá sinais de abrandamento em Portugal. Em Fevereiro cresceu para 35,4%, um novo máximo histórico ...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Desemprego Jovem
O desemprego jovem não dá sinais de abrandamento em Portugal. Em Fevereiro cresceu para 35,4%, um novo máximo histórico ...
terça-feira, 3 de abril de 2012
Golpe de Estado em Portugal?
Há cerca de duas horas, a hashtag #prayforportugal passou a trend no Twitter. Para os menos envolvidos no mundo dos tweets, isto significa que a insígnia #prayforortugal passou a assunto do momento. Em todo o Twitter. Por todo o mundo.
E tudo porque, ao que parece, estava a decorrer em Portugal um golpe de Estado e ninguém sabia disso. Houve quem mostrasse entradas da Associated Press e do El País que noticiavam que, por exemplo, Cavaco Silva dissolvera o Parlamento e que os tanques militares tinham invadido Lisboa. «Afinal, tanques só em Benfica, quietinhos, aqueles de lavar a roupa» foi uma das piadas correntes.
No Twitter a confusão instalou-se, entre os que sabiam tratar-se de uma grande mentira e os que julgavam estar prestes a ter de barricar-se nas suas casas. Pelo Facebook, já havia quem acreditasse, e críticas choveram aos meios de comunicação nacionais portugueses e espanhóis, acusando-os de censurar o golpe de Estado. O El País rapidamente fez desaparecer a notícia de todos os seus meios de informação.
Os twitteiros espanhóis afirmaram ter visto aviões sobrevoar Salamanca e o som de bombas vindo do lado de cá da fronteira. A pouco e pouco, isto é, no espaço de duas horas, centenas e centenas de utilizadores do Twitter estavam envolvidos nesta onda gigantesca, neste boato, que veio sem avisar e que mostrou ao mundo inteiro a verdadeira força dos agentes sociais em rede.
#thanksforpraying é a hashtag que agora sucede ao boato.
sábado, 17 de março de 2012
Para a malta amiga
sexta-feira, 16 de março de 2012
Política à Portuguesa - manhosos e corruptos tentam manter-se à tona de água

Portugal necessita de políticos corajosos e competentes.
Porquê?
Porque é um país cada vez mais pobre, sem recursos e cada vez há mais parasitas a tentarem viver à conta do Estado.
Passos Coelho deve ter muito cuidado com a conduta dos seus secretários de estado e ministros.
O pagamento à Lusoponte é de amadorismo extremo e de falta total de inteligência.
Qualquer presidente de junta de freguesia não teria pago à Lusoponte.
Passos Coelho herdou a pulhice dos anteriores governos de Sócrates e do PS.
José Lello, Mário Soares, Luis Amado e outros são exemplos negativos de políticos.
Hoje os portugueses vivem na miséria e esses senhores fazem o que querem, vivem uma completa vida de abade dos tempos medievais.
Um destes dias pode haver uma guerra civil, com caça às bruxas e bruxos e talvez até com direito a fogueira ou afogamento.
Já houve guerras civis em Portugal e isto deve ser lembrado e tiradas as devidas consequências, porque ao que parece, ninguém se lembra disso.
Parece-me que Passos Coelho deve demitir o secretário de estado "mãos largas" que mandou pagar á Lusoponte, para manter o poder no rebanho.
A jurista que emitiu o parecer deve ser "afastada".
Passos Coelho tem de manter um controlo total sobre a governação, coisa que não me parece que esteja a acontecer, parece que para onde quer que se olhe é cada um a fazer o que quer.
O secretário de estado deixou o Primeiro-ministro ficar mal no último debate na AR.
Qualquer advogado estagiário saberia o que o colega oponente iria usar nas "alegações", ou seja o que a Oposição iria usar no debate contra o Governo.
A base social de apoio ao Governo - em situação dificílima - necessita de um PM atento.
O PS, a maçonaria - até dentro do Governo - está à espreita e o que quer é derrubar o Governo, porque eles estão sem papinha!
Eu tento apoiar o Governo mas quero um PM e os membros do Governo a trabalharem para o Povo, pelo Povo e com o Povo, e não cada um por si, como tem sido ao longo dos últimos anos, em que a única coisa que interessa é ficar com os bolsos mais recheados do que os outros.
Temos de mudar e criar um Portugal respeitado.
Hoje não há colónias, nem minas de ouro, nem poços de petróleo, nem diamantes para nos ajudarem.
Ou trabalhamos ou nos tramamos.
Os portugueses cada vez se lembram menos que a culpa desta porcaria é do PS.
Os portugueses o que cada vez mais sentem é que é um Governo PSD/CDS que os está a massacrar.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
O 3 ao contrário no palacete de Sintra

Para quem não saiba, é SEMPRE BOA ALTURA PARA APRENDER para não caírem no erro da Maitê Proença!!
Divulgar, pois há situações que parecendo simples erros ou omissões, não passam afinal de sublimes mensagens!
Não para alimentar ideias, como 'dizeria' alguém há uns tempos, até porque o não merece, mas à laia de ilustração de quem o merece, aqui fica uma pequena nota:
Aqui vai a explicação do nº3 ao contrário em Sintra, digam ao vossos amigos, se alguém aqui tem que se envergonhar não somos nós.
Em Portugal costuma dizer-se que a ignorância é a mãe do atrevimento...
Sintra, foi terra de Templários, Maçonaria, Priorados e Orgias.
Ao que parece o facto de o nº 3 se encontrar ao contrário era um sinal para pessoas de fora identificarem o local do culto secreto.
Já que está a ter tanta visibilidade (o vídeo da Maitê Proença), seria bom lembrar que aquela porta pertence ao antigo Hotel Victor - frequentado por Eças, Camilos, Ramalhos e outros grandes intelectuais do Séc. XIX, e que como é sabido, surge inclusivamente, retratado nos Maias.
É também de recordar que quem o mandou construir foi o Victor Sasseti, dono do Hotel Bragança, em Lisboa, maçon e grande amigo de António Carvalho Monteiro e do Luigi Manini, que lhe fez o projecto do Cottage Sasseti, na encosta dos Mouros, agora propriedade da Câmara.
Claro que o Sasseti pôs o número ao contrário de propósito!
Nesta «vilazinha» tudo tem certo espírito secreto.
Pena a senhorita não arranjar ninguém que lhe explique a simbologia do três...
O três invertido, tal como o triângulo invertido (1), representa o princípio masculino.
O número três, como o cinco ou o sete, tem importantes conotações maçónicas (por exemplo, os três símbolos da Maçonaria são o Esquadro, Nível e o Fio de Prumo).
Três são também as Graças, como se pode ver no painel da Regaleira.
Já para não falar da triplicidade do tempo (passado, presente e o futuro) e de outras coisas que davam pano para mangas."
Ou ainda:
"O número 3 invertido passa a ser um "E", e é chamado de "poder do 3".
Esta letra representa o olho (de Hórus).
Simboliza Marte. Representa talento. Representa guerra. Representa também a Estrela de David.
O 3 invertido é ligado ao aliviar de stress e ansiedade.
Uma técnica de oratória para controlo dos ouvintes muito usada pela Maçonaria é usar este poder do 3 invertido ou olho, dividindo a oratória em 3 tópicos, pois o cérebro de quem ouve assimila melhor do que se for em 2 ou 4.
Aquela placa de 3 invertido poderá unicamente representar uma moradia Judaica, uma forma de dizê-lo ao mundo sem que a maioria das pessoas entendam.
Por isso essa vaca que aprenda primeiro História, ou então, procure saber a História do sítio que vai falar, para dizer as merdas que disse.
E ainda vos digo mais, essa puta de merda antes de vir dizer mal de Portugal, que olhe primeiro para o País de merda onde ela vive, porque basta "olhar" a net para ver as merdas que os zucas fazem e dizem.
E ainda vens com a desculpa que o teu avô era português.....
Portugal vai financiar a aquisição de “Patrulhões” (NPO2000) por Marrocos?

Os bancos portugueses BES e CGD querem financiar a aquisição por Marrocos de vários navios patrulha.
O negócio em questão alcança os 450 milhões de euros e envolve a Marinha marroquina e a empresa portuguesa Empordef, uma “holding” estatal de Defesa e a venda de seis navios patrulha oceânicos e de seis navios patrulha costeiros que seriam construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo.
O negócio vem ao encontro de uma necessidade marroquina na patrulha de uma extensa linha costeira, muito permeável ao tráfego de droga para a Europa do sul e aos fluxos migratórios que vindos de toda a África acabam em Marrocos e o tornam no último entreposto africano antes de chegar à “utopia” europeia. Em virtude destes dois fenómenos, o reino Hachemita tem sido muito pressionado a aumentar o seu controlo nas fronteiras marítimas, algo para que não tem meios suficientes e uma necessidade que os “patrulhões” portugueses poderiam satisfazer. É claro que militarmente, os navios de Viana do Castelo têm um valor muito reduzido (estão armados apenas com um canhão), pelo que não constituem uma ameaça militar. Mas são navios com algum arcaboiço capazes de enfrentar a rudeza do Atlântico, com uma plataforma para um helicóptero ou um UAV e poderão ser cruciais na detecção e intercepção de barcos de pesca ilegal, de contrabando ou narcotráfico ou perigosamente carregados de imigrantes ilegais.
O bom sucesso deste negócio pode determinar a possibilidade de realizar outras exportações idênticas para o norte de África, nomeadamente para a Tunísia e para a Líbia, com que Portugal tem agora excelentes relações.
Pena é que esses bancos do caralho não se tivessem lembrado de financiar a Marinha Portuguesa.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A Taxa de Roubo

«VOTO EM BRANCO» A ARMA DO POVO QUE MAIS AFLIGE O «BLOCO CENTRAL DE INTERESSES»
A Taxa de Roubo
Os técnicos do Instituto Nacional de Estatística têm que criar mais um índice. A Taxa de Roubo. Um indicador destes devia ser periodicamente elaborado e divulgado em conjunto com os níveis de desemprego, de inflação ou do Produto Interno Bruto. Com uma Taxa de Roubo incluída no conjunto das funções estatísticas que já compilamos, teríamos uma imagem muito mais clara do Estado da Nação.
Se houvesse Taxa de Roubo, os noticiários da semana passada, para além dos números do PIB e do Desemprego, teriam incluído que no primeiro trimestre a Taxa de Roubo em Portugal se tinha mantido entre as mais elevadas do mundo industrializado.
Os analistas podiam depois ir à TV para nos desagregar a Taxa de Roubo (TR) nos seus componentes mais expressivos, o NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), que descrimina os montantes em off-shore e os activos já transformados (quintas, apartamentos, carros, barcos e acções não cotadas na Bolsa que valorizem mais de um centena de pontos em recompra).
Assim, ao sabermos que já temos mais de meio milhão de desempregados e que a economia nacional continua a soluçar em níveis anémicos, ficaríamos a saber também que o grau de gatunagem nacional continua intocado e que, apesar da crise, de facto, a nacional roubalheira subiu em termos homólogos quando comparada com trimestres passados.
Ficaríamos a saber que a volumetria do roubo em Portugal é das mais imponentes na Zona do Euro e que, contrariando o pessimismo de Pedro Ferraz da Costa quando disse ao Expresso que Portugal não tinha dimensão para se roubar tanto, há perspectivas para a Taxa de Roubo continuar crescer.
A insistência do Partido Socialista nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino.
No PSD, a presença de candidatos com historial em posições elegíveis e em ternurenta proximidade com a líder, sugere que as boas práticas que têm sustentado a Taxa de Roubo vão continuar nos eventuais Ministérios de Ferreira Leite.
Neste ambiente de bagunça ideal, em que se juntam as possibilidades de grandes obras públicas com o frenesim eleitoral, os corretores podem mesmo, à semelhança do que se passa no mercado de capitais, criar valor com Futuros baseados nos potenciais de subida da Taxa de Roubo Portuguesa.
Por exemplo a inclusão de António Preto nas listas do PSD funciona como uma espécie de colateral de garantia de que os fluxos de dinheiros partidários continuam com todas as perspectivas de crescimento. Mudam as malas, mas continua tudo na mesma.
Pode-se pois criar à confiança um produto derivado colateralizado de alto rendimento e risco relativo, porque os dois grandes partidos obviamente confiam que a ingenuidade do eleitor português se mantenha.
Julgo que, tal como Ferraz da Costa, também Henrique Medina Carreira foi excessivamente prudente ao comparar o Portugal político a um "grande BPN".
Acho que com TGV, auto-estradas, Freeport e acções não cotadas da Sociedade Lusa de Negócios a render lucros de centena e meia de pontos, Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A anedota em que se transformou Portugal

A anedota em que se transformou o nosso País:
-Uma adolescente de 16 anos pode fazer livremente um aborto mas não pode pôr um piercing.
- Um jovem de 18 anos recebe 200 € do Estado para não trabalhar; um idoso recebe de reforma 236 € depois de toda uma vida do trabalho.
-Um marido oferece um anel à sua mulher e tem de declarar a doação ao fisco.
-O mesmo fisco penhora indevidamente o salário de um trabalhador e demora 3 anos a corrigir o erro.
-Nas zonas mais problemáticas das áreas urbanas existe 1 polícia para cada 2000 habitantes; o Governo diz que não precisa de mais polícias.
-Um professor é sovado por um aluno e o Governo diz que a culpa á das causas sociais.
- O café da esquina fechou porque não tinha WC para homens, mulheres e empregados. No Fórum Montijo o WC da Pizza Hut fica a 100mts e não tem local para lavar mãos.
- O governo incentiva as pessoas a procurarem energias alternativas ao petróleo e depois multa quem coloca óleo vegetal nos carros porque não paga ISP (Imposto sobre produtos petrolíferos).
- Nas prisões é distribuído gratuitamente seringas por causa do HIV, mas é proibido consumir droga nas prisões!
- No exame final de 12º ano és apanhado a copiar chumbas o ano, o primeiro-ministro fez o exame de inglês técnico em casa e mandou por faxe e é engenheiro.
- Um jovem de 14 mata um adulto, não tem idade para ir a tribunal. Um jovem de 15 leva um chapada do pai, por ter roubado dinheiro para droga, é violência doméstica!
- Uma família a quem a casa ruiu e não tem dinheiro para comprar outra, o estado não tem dinheiro para fazer uma nova, tem de viver conforme podem. 6 presos que mataram e violaram idosos vivem numa sela de 4 e sem wc privado, não estão a viver condignamente e associação de direitos humanos faz queixa ao tribunal europeu.
- Militares que combateram em África a mando do governo da época na defesa de território nacional não lhes é reconhecido nenhuma causa nem direito de guerra, mas o primeiro-ministro elogia as tropas que estão em defesa da pátria no KOSOVO, AFEGANISTÃO E IRAQUE.
- Começas a descontar em Janeiro o IRS e só vais receber o excesso em Agosto do ano que vem, não pagas as finanças a tempo e horas passado um dia já estas a pagar juros.
- Fechas a janela da tua varanda e estas a fazer uma obra ilegal, constrói-se um bairro de lata e ninguém vê.
- Se o teu filho não tem cabeça para a escola e com 14 anos o pões a trabalhar contigo num oficio respeitável, é exploração do trabalho infantil, se és artista e o teu filho com 7 anos participa em gravações de telenovelas 8 horas por dia ou mais, a criança tem muito talento, sai ao pai ou à mãe!
-Numa farmácia pagas 0.50€ por uma seringa que se usa para dar um medicamento a uma criança. Se fosse drogado, não pagava nada!
Obrigado Portugal. Estamos orgulhosos.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
Suspeitos de terrorismo à solta

Dois homens considerados perigosos fugiram da unidade Habitacional de Santo António dia 19 e ainda ninguém sabe do seu paradeiro. Um deles, Rachid Bem Idris já foi expulso de Espanha várias vezes. A polícia passa a pente fino o País.
Era noite alta de 19 para 20 de Julho quando dois imigrantes ilegais fugiram ao controlo das autoridades portuguesas, evadindo-se da Unidade Habitacional de Santo António, Porto. Estão à solta desde esse dia e as autoridades portuguesas lançaram já um alerta internacional à procura de Rachin Bem Idris e Yassine El Amarani, os foragidos que estão ainda a monte. A polícia, logo nas primeiras horas de dia 20 lançou um alerta internacional, porque considera perigosos estes dois homens. A segurança nacional está a fazer tudo para os capturar, mas aparentemente sem sucesso. Rachin é, aliás, bem conhecido das autoridades Europeias. De nacionalidade marroquina, este homem de origem árabe já foi diversas vezes expulso de Espanha, por questões de segurança nacional. Acabou detido em Portugal quando passeava sem controlo no nosso País, depois de pronta intervenção da Polícia. Este criminoso, suspeito de vários crimes e possível ligação a redes internacionais de tráfico de pessoas, órgãos e terrorismo, conseguiu uma vez mais iludir as autoridades.
A caça ao homem está a desenvolver-se por toda a Europa, embora as autoridades acreditem que os dois homens possam estar ainda em Portugal. Segundo informações, as autoridades espanholas foram imediatamente avisadas, logo no dia 21. As fronteiras de Portugal com Espanha, principalmente a de Vilar Formoso, está em alerta e guarda as fotografias bem como todos os dados necessários à captura dos foragidos, mas sem sucesso.
Também às polícias francesa e belga foi distribuída a informação de Bem Idris e El Amarani. O primeiro pode querer fugir para Bruxelas, onde se poderá integrar na grande comunidade marroquina que tem meios de iludir as polícias e re-legalizar os imigrantes, com documentação falsa. Mas há poucas probabilidades de que os dois homens tenham conseguido chegar tão longe em tão pouco tempo, especialmente com as autoridades portuguesas e espanholas em cima do caso. É que Bem Idris está impedido de voltar a Espanha.
Estes dois homens não escaparam juntos por acaso, nem sequer travaram conhecimento na Unidade Habitacional de Santo António. A sua história começou há anos e trabalham organizados. Ambos estão identificados como tendo a última morada conhecida em Marrocos, na zona de Salé. As autoridades sabem mais: ambos moravam na mesma rua, embora em números aparentemente diferentes.
A Unidade Habitacional de Santo António está ainda a proceder a investigações sobre a fuga. O espaço, uma moderna vivenda na Rua Barão Forrester, é gerida pelo Estado mas conta com duas organizações não-governamentais para ajudar à coordenação da casa: o Serviço Jesuitas aos Refugiados e a Organização Internacional para as Migrações.
É nesta casa que se concentram imigrantes que têm ordem de expulsão e que se encontram detidos, à espera da saída do País.
Portugal tem sido, nos últimos anos, uma das principais portas de entrada de cidadãos estrangeiros ilegais na Europa. Ponto de passagem, é nas cidades de Lisboa e do Porto que se concentram algumas organizações do submundo que estão dedicadas ao tráfico de pessoas e de órgãos humanos.
A Polícia e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras não têm tido mãos a medir, uma vez que a nova lei da Imigração permite que um cidadão estrangeiro chegue ao País e nele possa permanecer pelo menos 30 dias, sem que os papéis estejam todos em ordem. As áreas de maior intervenção da polícia têm sido a zona do Martim Moniz, em Lisboa, e da Costa da Caparica, na Margem Sul do Tejo.
Embora as redes terroristas não considerem Portugal um alvo, uma vez que qualquer acção local teria pouco impacto a nível internacional, não se eximem, segundo as autoridades, de fazer passar vários operacionais pelo nosso território. Outra das preocupações do Estado tem sido a vigilância da costa portuguesa, extensa demais para os meios disponíveis, o que permite que embarcações cruzem as águas portuguesas carregados de pessoas e bens ilícitos para distribuição em toda a Europa.
Outra grave preocupação é a integração de uma comunidade vinda da América do Sul, principalmente do Brasil. As autoridades sabem, por exemplo, que existe um pequeno grupo de crime urbano organizado, que se intitula “primeiro comando da capital”, à semelhança do que acontece no Rio de Janeiro, a operar na margem Sul do Tejo. Está assinalada dezena e meia de pessoas, mas sabe-se que este grupo mantém actividades regulares de recrutamento junto da comunidade brasileira.
Operacionais terroristas usam Portugal como plataforma

BURACO LEGISLATIVO É CONVITE A ILEGAIS
Basta um número de telefone português e um passaporte comprado no mercado negro, por mil euros, para que qualquer terrorista passe 30 dias no País, ao abrigo da lei. A Polícia diz que Portugal é “um paraíso para criminosos” e confessa-se de mãos atadas.
As redes de crime organizado estão a usar um buraco na lei 23/2007 para fazerem girar em Portugal os seus operacionais. A legislação permite a qualquer imigrante ilegal passar 30 dias em Portugal sem qualquer papel mas, ao abrigo do período de regularização, nem as polícias nem o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras podem deter estes homens e mulheres, que abusam da boa vontade do legislador.
José Manuel Anes, director do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, alerta: “A lei é feita para pessoas bem intencionadas, mas existe, neste momento, um problema grave. A simplificação do processo foi aproveitada por pessoas ligadas ao crime organizado, ao tráfico de pessoas e de bens”. Estão à solta em Portugal, sem que a polícia lhes deite a mão. “Há em portugal, neste momento, redes de todo o tipo. Entre elas, pessoas que vêm do Paquistão ou do Bangladesh e estão ligados a redes terroristas. Nem todos os paquistaneses ou cidadãos do Bangladesh são terroristas, alerto para isto. Mas alguns que passam por aqui, estão ligados a organizações muito sensíveis”, denúncia o especialista.
Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sócio-profissional da Polícia de Segurança Pública, vai mais longe: “A PSP, por vezes, nem sabe o que há-de fazer com estas pessoas que estão no limbo. Ás vezes sabemos que está ali um criminoso e, se à partida temos essa ideia, a lei trava-nos e os prevaricadores sabem bem que estão a coberto dessas disposições”, diz o líder associativo dos polícias.
O drama agravou-se nos últimos meses, segundo alerta uma fonte do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF). Tudo começa numa página da Internet, patrocinada pelo SEF, e que permite a qualquer cidadão de um país estrangeiro pedir para regularizar a sua situação perante o Estado Português. A inscrição no site, que é considerada oficial e legal, é feita ao abrigo da nova lei de Imigração e facilita a relação do Estado Português com os estrangeiros que decidam viver em Portugal. Acontece que, ao abrigo dessa lei - e da forma simplificada com que o processo é tratado pela via digital -, têm invadido as fronteiras portuguesas algumas pessoas cujo principal interesse não é serem acolhidas legalmente, mas apenas conseguirem a entrada no País e fazerem dele plataforma de actividade criminais.
O processo de legalização online tem três passos fundamentais e várias redes especializadas em imigração ilegal perceberam rapidamente os buracos da lei. A maior dor de cabeça, agora que o novo sistema está em vigor, tem recaído exactamente nos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), a braços com uma malha enorme nos procedimentos, aberta pela urgência de colocar na Internet todos os processos burocráticos que antes eram tratados em embaixadas ou consulados.
O primeiro passo é aceder à página de Internet do SEF e escolher os menus que permitem pedir a regularização de estada de um qualquer cidadão no espaço nacional. Ali, há que colocar a chamada “manifestação de interesse”, um pequeno texto onde o estrangeiro deve justificar o seu interesse em vir para Portugal e apresentar também quem o quer contratar para trabalhar em Portugal. Depois, terá que fornecer um telefone português. Aqui entram em acção as redes de imigração ilegal, prontas para dar uma ajudinha a quem queira entrar nas nossas fronteiras. Um operacional dos serviços secretos nacionais conta como se procede a seguir: “Os telefones que essas pessoas dão são, normalmente, contactos fixos que nos levam sempre à zona do Martim Moniz, em Lisboa. É aí, e à volta, que estão localizados os grupos facilitadores”.
Nuno Magalhães, antigo secretário de Estado do XV Governo, que votou contra esta lei já na actual legislatura, esclarece: “Portugal arranjou uma maneira de legalizar pessoas que vai contra tudo o que se faz na Europa. Aqui, basta que alguém escreva numa folha A4 que tem intenção de contratar uma pessoa para que o SEF tome essa declaração como boa para passar um visto de trabalho. Nós, CDS, avisámos para que as consequências iam ser terríveis e está à vista o resultado”.
A zona do Martim Moniz, entre a Praça da Figueira e a Rua da Palma, e ainda encostada ao bairro histórico da Mouraria, em plena Baixa de Lisboa, é paragem habitual de cidadãos africanos, do médio oriente ou asiáticos. Ali têm as suas lojas, as pequenas empresas, armazenistas de comida oriental, clínicas de medicina alternativa. Ali, também, se escondem algumas casas de facilitação de imigração ilegal, bem identificadas quer pelos serviços de informação, quer pelas polícias.
Quando o estrangeiro dá um número de telefone, do lado de cá estará alguém pronto a responder como amigo ou familiar do interessado. É também ali que estão as empresas, na maior parte fictícias, que ajudam os imigrantes a obter cartas de “manifestação de interesse”. A partir do momento em que o candidato é contactado, é estabelecido um prazo para que se apresente às autoridades portuguesas, já em território nacional.
Aqui, o imigrante, ainda ilegal, tem duas possibilidades. Ou está no Espaço Schengen, e pode viajar livremente para o nosso País; ou terá que recorrer a um passaporte e vinhetas de visto, ambos falsos ou adulterados. Mas nem isto é difícil de obter. “A maior parte dos passaportes falsificados, ou adulterados, provêm do Brasil e do Senegal”, conta outro operacional dos serviços de informação. “Um passaporte dos novos é muito difícil de falsificar, por isso as pessoas que chegam, trazem um adulterado. Cada um pode custar mil euros, no mercado negro africano ou sul-americano”. Mil euros, para estes mercados, é uma pequena fortuna.
Outro dos trâmites que é necessário cumprir, caso não tenha passaporte, é a colocação de vinhetas de visto. Aqui, outra vez os mercados brasileiro e senegalês funcionam bem, uma vez que a falsificação das vinhetas não é tão complexa como a de um passaporte.
Chegado à fronteira, o ilegal tem agora de conseguir fugir às autoridades mais especializadas. Uma simples barreira policial de trânsito não detectará, em princípio, os documentos adulterados, o que já não acontece se o indivíduo se deparar com uma brigada do SEF. Por isso, a via terrestre é a preferida pela maioria dos que tentam entrar em Portugal.
Já cá dentro, basta agora cumprir a apresentação no local marcado pelo SEF, no dia e hora combinados. E aqui, a lei é benevolente com o ilegal. A lei, aliás, parte do bom princípio de que quem se apresenta está de boa fé. Só que é essa boa fé que qualquer meliante toma para contornar dificuldades.
A entrevista, em que os documentos são revistos, levantará sempre problemas. Mas, segundo a legislação, qualquer candidato tem 30 dias para voltar aos serviços e re-apresentar toda a papelada. O papel que mais falta, e que é pedido por lei, é a inscrição na Segurança Social.
Prossegue Nuno Magalhães, antigo titular da pasta da emigração: “Quando o Governo do PS negou a hipótese de fazer um processo extraordinário de legalização e inventou esta lei, abriu-se uma espécie de território de ninguém, que é bem recebido pelo crime organizado. O pior é que alguns dos ilegais que procuram regularizar-se estão a fazê-lo a mando de bandos profissionalizados, vítimas de exploração. Esta lei é absurda, mas compreende-se que o processo extraordinário para legalizar imigrantes tenha sido deixado na gaveta. Sabe-se hoje que, por cada 10 mil legalizados, há 30 mil que esperam em bolsas rotativas, espalhados pela Europa, que aproveitam logo a oportunidade para pedir papéis”.
O agora deputado alerta: “Falamos de organizações muito informadas e estruturadas que se aperceberam de que a lei portuguesa é peculiar e têm aproveitado bem a situação. Para mais, a situação geográfica portuguesa permite que o País se transforme em porta de entrada e placa giratória para criminosos. O que se provocou foi um país com normas dúbias e laxista no controlo de entradas. O efeito é este: estabelecimento de grupos organizados”.
Para Paulo Rodrigues, dirigente da ASPP, “o limbo legislativo, aqueles 30 dias em que os imigrantes nem são legais nem ilegais, dificulta o trabalho a todos os níveis: aqueles que estão por mal utilizam esse período para o que quiserem. É um paraíso para os criminosos”, protesta. Rodrigues relata ainda a dificuldade em lidar com situações surgidas nestes períodos: “As polícias têm sido confrontadas com problemas muito difíceis, porque alguns imigrantes conseguem entrar em Portugal e depois sair daqui para outros países da Europa. Colegas franceses diziam-me há dias que os brasileiros que estão em França, na sua maioria, conseguiram entrar na Europa via Portugal, e já têm todos papéis legais, apesar de não terem trabalho ou morada certa”.
A PSP já fez dezenas de rusgas a zonas identificadas como cerne da imigração ilegal, como a Baixa lisboeta, a Charneca de Caparica e Setúbal. Em todas as operações, cerca de 90 por cento das pessoas identificadas estão em situação ilegal. Mas aqueles que estão no “limbo” passam pelas largas malhas da Justiça. Conclui Paulo Rodrigues: “A PSP, nessas operações, alerta o SEF. O SEF, depois, não sabe o que fazer, porque a lei permite a estada dessas pessoas sem papéis... Há ainda muitos advogados que defendem os seus clientes, fazem o seu papel, mas às vezes complicam os procedimentos. Esta legislação dá, claramente, para ser torneada de maneira fácil”.
José Manuel Anes, do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, sintentiza o que é necessário fazer: “Tem de haver uma excelente colaboração entre todas as polícias, nacionais e estrangeiras, e a informação deve circular com rapidez”. Internamente, o especialista em terrorismo e criminalidade alerta para que todos os serviços, do SIS ao SIED, passando pelo SEF e pelas polícias, devem ter “uma excelente ligação”, sob pena de as redes criminosas continuarem a passear pelo território nacional.
Allah Akbar
O grande retrato da pobreza em Portugal

Seis milhões de portugueses vivem abaixo do que a Europa considera o limiar de pobreza. Um terço não tem dinheiro para aquecer a casa. A esmagadora maioria ganha menos de mil euros por mês. As previsões são assustadoras: até 2017, Portugal vai marcar passo e perder ainda mais poder de compra.
Comparados com a maioria dos seus compatriotas da Zona Euro, seis milhões de portugueses vivem abaixo do limiar de pobreza. E as perspectivas de futuro são negras: Portugal é, de todos os membros da União Europeia, o país em que os salários aumentarão menos nos próximos 18 anos. As empresas e o Estado pagam mal e os produtos são caros, deixando as famílias sem dinheiro no bolso.
Num estudo realizado este ano pela associação TESE e pelo ISCTE e concluído em Junho passado, descobre-se que apenas 57,3 por cento dos portugueses têm trabalho. E que, destes, apenas 16,5 por cento ganham acima dos 1500 euros. Ou, se transformarmos estes números em pessoas, há nove milhões e vinte mil portugueses que ganham menos do que os antigos 300 contos. E meio milhão de desempregados.
O estudo do ISCTE, intitulado “Necessidades em Portugal”, revela mais: um terço dos portugueses não tem dinheiro para manter a sua casa aquecida durante os meses de frio e perto de seis milhões de pessoas não saem de casa nas férias, porque não têm dinheiro para isso. Metade da população, perto de cinco milhões de pessoas, vai trabalhar doente, porque o dinheiro da baixa não lhes dá para a despesa. Mais de um milhão de pessoas não tem dinheiro para comprar os medicamentos que os médicos receitam. E seis milhões de cidadãos “deixam de fazer coisas por falta de dinheiro”, entre elas a satisfação de necessidades básicas do dia-a-dia.
Comparados com os países europeus que usam o euro como moeda, os portugueses estão abaixo de todos os seus vizinhos: espanhóis, irlandeses, belgas, italianos, alemães e cipriotas, todos têm melhores salários e mais dinheiro no bolso. O salário médio em Portugal, segundo dados recentes do Governo, é de 840 euros. Em Espanha, considera-se pobre uma pessoa que receba abaixo dos 1.135 euros. Em Chipre, esse valor é de 1399 euros. Na Irlanda, o país que serviu tantas vezes de comparação com Portugal para os governantes desde Cavaco Silva, é pobre quem ganhe abaixo dos 1.817 euros por mês.
Pior que a Eslováquia
O número é mais preocupante no quadro do rendimento disponível de cada português e da taxa de esforço que é exigido ao cidadão para comprar os produtos essenciais. Por exemplo, um litro de leite em Portugal custa o mesmo do que na maioria dos países europeus. E, como o dinheiro disponível é menos no nosso país, os portugueses pagam mais pelos bens essenciais, se comparados com espanhóis, malteses ou irlandeses.
Em Portugal, o valor da pobreza está estimado abaixo dos 504 euros – isto é, menos de sessenta por cento do ordenado médio, mais ajudas sociais, segundo a regra estabelecida pela Comissão Europeia em 2004. O ordenado mínimo em Portugal é de 450 euros, já abaixo do chamado limiar de pobreza.
O Instituto Nacional de Estatistica (INE) indica outros números, ainda mais modestos quanto a rendimentos mas mais sorridentes quanto ao número de pobres que o País terá. O último estudo anual, também datado de Junho, estabelece que um rendimento pobre em Portugal é aquele que caia abaixo de 408 euros por mês. O ordenado médio teria de ser, neste caso, 571 euros – mas não é, segundo os números do próprio INE. O que está errado? Apenas isto: o Instituto faz as contas pela “mediana”, seguindo as regras dos estatísticos burocratas da União Europeia. E a “mediana” é, segundo o dicionário de português da Texto Editora, o “termo que, numa série estabelecida por ordem de grandeza, ocupa a posição central”. Isto é, considera a Estatística que, para calcular a pobreza, o importante é saber quanto, em média, a maioria recebe. Não quanto, em média, todos recebem.
Seja pelos dados do INE, seja pelos dados fornecidos no estudo “Necessidades em Portugal”, conclui-se que, com 408 euros de limiar de pobreza, Portugal está abaixo de todos os países da zona euro. Somos o último do pelotão. E o penúltimo, a Eslováquia, tem o valor estabelecido em 447 euros, mais 39 euros por mês.
Compras caras
O ordenado médio, em Portugal, como vimos, é (oficialmente…) de 840 euros. O estudo do ISCTE revela que 59 por cento dos portugueses vivem com menos de 900 euros por mês. Tomemos então o valor médio dos dois números, 870 euros, para encontrar o rendimento da esmagadora maioria dos portugueses. Daqui, partamos para a análise simples do custo de vida real.
Tomemos o exemplo de três países: Portugal, França e Irlanda. França é uma referência para a média europeia. A Irlanda, como se disse, foi o modelo político do PS e do PSD durante 20 anos, atirado em campanhas eleitorais como exemplo para a nossa economia.
Um estudo publicado pela Numbeo compara o poder de compra destes três países, tomando em conta, como referência, a cidade de Nova Iorque. Assim, estima-se que o valor 100 indica o poder de compra daquela cidade norte-americana: o dinheiro disponível para cada cidadão, a partir do ordenado médio.
Quem vive em França gasta mais 65 por cento do seu ordenado para comprar o que um novaiorquino compra. Na Irlanda, o valor é de 61 pontos, o que implica que o irlandês gasta mais 39 por cento para comprar a mesma coisa que um americano. Em Portugal, no entanto, o valor é de 27 pontos. Donde resulta que qualquer cidadão português gasta mais 73 por cento do que o cidadão estado-unidense. Numa conclusão simples: os portugueses fazem um esforço em mais de 73 por cento que os americanos de Nova Iorque, oito por cento mais pobres que os franceses e 34 por cento mais pobres que os irlandeses.
Alarmante é que o Índice de Preços de Consumo em Portugal seja muito semelhante ao da cidade norte americana. Façamos nova comparação. Se o custo das coisas em Nova Iorque é 100, em Lisboa ou no Porto é de 99,87 por cento desses 100, segundo dados da ONU. A diferença é que o salário médio da cidade norte americana é de 3.234 euros (em Portugal, como vimos, fica-se pelos 870 euros). Resultado: os americanos ganham 3,7 vezes mais do que os portugueses, mas gastam o mesmo – excluindo habitação.
Na habitação, o cenário não é melhor. Uma casa no centro de Lisboa, com duas assoalhadas, custa uma renda média de 450 euros. Em Madrid, Espanha, custa 700 euros. Mas como o ordenado médio em Espanha é de 1.893 euros, ganhando os espanhóis 2,1 vezes mais do que os portugueses, em Portugal o custo real das casas implica o dobro do esforço financeiro dos cidadãos lusitanos.
Cenário negro
As estimativas da OCDE para Portugal, no período de 2011 a 2017, dizem que o país vai crescer apenas 1,5 por cento em média. É o valor mais baixo de todos os países que compõem esta organização europeia dedicada à observação do crescimento socioeconómico. A média europeia será, no mesmo período, de 2,3 por cento.
Nigel Palin, o economista que, na OCDE, trata de olhar e analisar o nosso país, é arrasador para as políticas económicas e sociais do actual Governo. “Há necessidade de reformas estruturais para alterar a situação. Portugal tem de apostar na qualificação da população, melhorar o nível de inovação e investigação, diminuir os custos administrativos e aumentar a concorrência nas indústrias de rede, como as telecomunicações e a electricidade”. Tudo o que Palin afirma vai ao arrepio do discurso de José Sócrates.
“A acção do Governo é mais apreciada no estrangeiro do que aqui”, disse o primeiro-ministro na passada semana. No “estrangeiro”, contudo, a OCDE alerta para que o Produto Interno Bruto em Portugal irá crescer, em média, apenas 0,7 por cento até 2017, muito longe da média mundial e muito abaixo da média europeia.
O “estrangeiro” indica também que Portugal é o país da Zona Euro que tem 18 por cento de pobres absolutos no país, segundo dados da União Europeia. O estudo diz que Espanha, Itália e Grécia têm mais pobres em valores relativos, mas os pobres em Espanha ganham em média 1.135 euros, em Itália 1.092 euros e na Grécia 648 euros – contra os 408 euros nacionais.
Todo este cenário, no entanto, parece não se reflectir ainda na felicidade e no sentimento de privação subjectiva dos cidadãos. O estudo TESE/ISCTE indica que os portugueses, apesar de todos os indicadores de penúria, estão felizes. E adianta: “A satisfação pode estar relacionada com a felicidade, mas é comum o grau de felicidade ser superior ao grau de satisfação, demonstrando potencialmente um desfasamento maior entre condições objectivas de vida e percepção do bem-estar, como se pode observar na amostra, cujos valores de satisfação com a vida em geral são de 6,6 e 7,3 de felicidade (numa escala de 1 a 10)”.
Vivam as reformas milionárias....


