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sábado, 17 de março de 2012
Hà muito tempo atrás
Uma nação pode sobreviver aos idiotas e até aos gananciosos. Mas não pode sobreviver à traição gerada dentro de si mesma. Um inimigo exterior não é tão perigoso, porque é conhecido e carrega suas bandeiras abertamente. Mas o traidor se move livremente dentro do governo, seus melífluos sussurros são ouvidos entre todos e ecoam no próprio vestíbulo do Estado. E esse traidor não parece ser um traidor; ele fala com familiaridade a suas vítimas, usa sua face e suas roupas e apela aos sentimentos que se alojam no coração de todas as pessoas. Ele arruína as raízes da sociedade; ele trabalha em segredo e oculto na noite para demolir as fundações da nação; ele infecta o corpo político a tal ponto que este sucumbe.(Discurso de Cícero, tribuno romano, no ano de 42 AC, referindo-se à podridão existente no governo)
Faz-me lembrar um Governo que conheço....
sexta-feira, 16 de março de 2012
É proibido morrer em Falciano del Massico (Aldeia em Itália)

Ah pois é… um autarca italiano, através de uma nova lei, que está em vigor desde o início deste mês, proibiu os residentes de Falciano del Massico de morrerem, tudo porque a localidade de 3.700 habitantes não tem cemitério. No entanto já dois idosos infringiram a lei – Terão que se apresentar em tribunal??
Giulio Cesare Fava decretou a proibição porque a aldeia, situada 50 quilómetros a norte da cidade de Nápoles, não tem cemitério, o que cria o problema do que fazer aos falecidos. Os habitantes de Falciano del Massico costumavam ser enterrados no cemitério da aldeia vizinha, mas o plano de alargamento do espaço levou à discórdia entre autarcas e Giulio decidiu construir um local próprio para dar descanso aos mortos.
O autarca garantiu à imprensa que os habitantes ficaram contentes com a medida. “A proibição trouxe felicidade”, afirmou o autarca, acrescentando: “Infelizmente, dois idosos desobedeceram”.
É inacreditável, mas parece que já estou a ver o nosso (des)governo a ponderar a situação por causa da actual crise!!
Política à Portuguesa - manhosos e corruptos tentam manter-se à tona de água

Portugal necessita de políticos corajosos e competentes.
Porquê?
Porque é um país cada vez mais pobre, sem recursos e cada vez há mais parasitas a tentarem viver à conta do Estado.
Passos Coelho deve ter muito cuidado com a conduta dos seus secretários de estado e ministros.
O pagamento à Lusoponte é de amadorismo extremo e de falta total de inteligência.
Qualquer presidente de junta de freguesia não teria pago à Lusoponte.
Passos Coelho herdou a pulhice dos anteriores governos de Sócrates e do PS.
José Lello, Mário Soares, Luis Amado e outros são exemplos negativos de políticos.
Hoje os portugueses vivem na miséria e esses senhores fazem o que querem, vivem uma completa vida de abade dos tempos medievais.
Um destes dias pode haver uma guerra civil, com caça às bruxas e bruxos e talvez até com direito a fogueira ou afogamento.
Já houve guerras civis em Portugal e isto deve ser lembrado e tiradas as devidas consequências, porque ao que parece, ninguém se lembra disso.
Parece-me que Passos Coelho deve demitir o secretário de estado "mãos largas" que mandou pagar á Lusoponte, para manter o poder no rebanho.
A jurista que emitiu o parecer deve ser "afastada".
Passos Coelho tem de manter um controlo total sobre a governação, coisa que não me parece que esteja a acontecer, parece que para onde quer que se olhe é cada um a fazer o que quer.
O secretário de estado deixou o Primeiro-ministro ficar mal no último debate na AR.
Qualquer advogado estagiário saberia o que o colega oponente iria usar nas "alegações", ou seja o que a Oposição iria usar no debate contra o Governo.
A base social de apoio ao Governo - em situação dificílima - necessita de um PM atento.
O PS, a maçonaria - até dentro do Governo - está à espreita e o que quer é derrubar o Governo, porque eles estão sem papinha!
Eu tento apoiar o Governo mas quero um PM e os membros do Governo a trabalharem para o Povo, pelo Povo e com o Povo, e não cada um por si, como tem sido ao longo dos últimos anos, em que a única coisa que interessa é ficar com os bolsos mais recheados do que os outros.
Temos de mudar e criar um Portugal respeitado.
Hoje não há colónias, nem minas de ouro, nem poços de petróleo, nem diamantes para nos ajudarem.
Ou trabalhamos ou nos tramamos.
Os portugueses cada vez se lembram menos que a culpa desta porcaria é do PS.
Os portugueses o que cada vez mais sentem é que é um Governo PSD/CDS que os está a massacrar.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
A Árvore de Natal do [Des]Governo

Ainda falta algum tempo até ao Natal, mas pelo o mundo inteiro as pessoas começam já os preparativos para o mês de Dezembro. Alguns compram prendam, outros os fatos de Pai Natal e existem aqueles que já começam a montar as suas árvores de Natal. Ao que parece o novo Governo decidiu montar já a sua, porque eles acreditam que o ano de 2010 será tão triste que serão poucas as oportunidades para festejar o que quer que seja. Vai daí que a “malta governamental” decidiu que este Natal é para festejar a sério e compraram uma árvore de Natal extraordinária. Como sempre nós temos o vídeo exclusivo dos preparativos que nos chega às mãos através do pessoal do Jib Jab…
Try JibJab Sendables® eCards today!
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
A Taxa de Roubo
Este sim é um dos jornalistas que os compreende muito bem. Convém tirar estes e mudar a coisa embora eles se salvem uns aos outros e são muito iguais mas se não os mudamos acho que será muito pior.....

«VOTO EM BRANCO» A ARMA DO POVO QUE MAIS AFLIGE O «BLOCO CENTRAL DE INTERESSES»
A Taxa de Roubo
Os técnicos do Instituto Nacional de Estatística têm que criar mais um índice. A Taxa de Roubo. Um indicador destes devia ser periodicamente elaborado e divulgado em conjunto com os níveis de desemprego, de inflação ou do Produto Interno Bruto. Com uma Taxa de Roubo incluída no conjunto das funções estatísticas que já compilamos, teríamos uma imagem muito mais clara do Estado da Nação.
Se houvesse Taxa de Roubo, os noticiários da semana passada, para além dos números do PIB e do Desemprego, teriam incluído que no primeiro trimestre a Taxa de Roubo em Portugal se tinha mantido entre as mais elevadas do mundo industrializado.
Os analistas podiam depois ir à TV para nos desagregar a Taxa de Roubo (TR) nos seus componentes mais expressivos, o NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), que descrimina os montantes em off-shore e os activos já transformados (quintas, apartamentos, carros, barcos e acções não cotadas na Bolsa que valorizem mais de um centena de pontos em recompra).
Assim, ao sabermos que já temos mais de meio milhão de desempregados e que a economia nacional continua a soluçar em níveis anémicos, ficaríamos a saber também que o grau de gatunagem nacional continua intocado e que, apesar da crise, de facto, a nacional roubalheira subiu em termos homólogos quando comparada com trimestres passados.
Ficaríamos a saber que a volumetria do roubo em Portugal é das mais imponentes na Zona do Euro e que, contrariando o pessimismo de Pedro Ferraz da Costa quando disse ao Expresso que Portugal não tinha dimensão para se roubar tanto, há perspectivas para a Taxa de Roubo continuar crescer.
A insistência do Partido Socialista nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino.
No PSD, a presença de candidatos com historial em posições elegíveis e em ternurenta proximidade com a líder, sugere que as boas práticas que têm sustentado a Taxa de Roubo vão continuar nos eventuais Ministérios de Ferreira Leite.
Neste ambiente de bagunça ideal, em que se juntam as possibilidades de grandes obras públicas com o frenesim eleitoral, os corretores podem mesmo, à semelhança do que se passa no mercado de capitais, criar valor com Futuros baseados nos potenciais de subida da Taxa de Roubo Portuguesa.
Por exemplo a inclusão de António Preto nas listas do PSD funciona como uma espécie de colateral de garantia de que os fluxos de dinheiros partidários continuam com todas as perspectivas de crescimento. Mudam as malas, mas continua tudo na mesma.
Pode-se pois criar à confiança um produto derivado colateralizado de alto rendimento e risco relativo, porque os dois grandes partidos obviamente confiam que a ingenuidade do eleitor português se mantenha.
Julgo que, tal como Ferraz da Costa, também Henrique Medina Carreira foi excessivamente prudente ao comparar o Portugal político a um "grande BPN".
Acho que com TGV, auto-estradas, Freeport e acções não cotadas da Sociedade Lusa de Negócios a render lucros de centena e meia de pontos, Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon.

«VOTO EM BRANCO» A ARMA DO POVO QUE MAIS AFLIGE O «BLOCO CENTRAL DE INTERESSES»
A Taxa de Roubo
Os técnicos do Instituto Nacional de Estatística têm que criar mais um índice. A Taxa de Roubo. Um indicador destes devia ser periodicamente elaborado e divulgado em conjunto com os níveis de desemprego, de inflação ou do Produto Interno Bruto. Com uma Taxa de Roubo incluída no conjunto das funções estatísticas que já compilamos, teríamos uma imagem muito mais clara do Estado da Nação.
Se houvesse Taxa de Roubo, os noticiários da semana passada, para além dos números do PIB e do Desemprego, teriam incluído que no primeiro trimestre a Taxa de Roubo em Portugal se tinha mantido entre as mais elevadas do mundo industrializado.
Os analistas podiam depois ir à TV para nos desagregar a Taxa de Roubo (TR) nos seus componentes mais expressivos, o NSP (Nível de Sonegação Pura), que inclui tudo o que seja trocas em dinheiro vivo em malas, e o GDC (Grau de Desfalque Contabilizável), que descrimina os montantes em off-shore e os activos já transformados (quintas, apartamentos, carros, barcos e acções não cotadas na Bolsa que valorizem mais de um centena de pontos em recompra).
Assim, ao sabermos que já temos mais de meio milhão de desempregados e que a economia nacional continua a soluçar em níveis anémicos, ficaríamos a saber também que o grau de gatunagem nacional continua intocado e que, apesar da crise, de facto, a nacional roubalheira subiu em termos homólogos quando comparada com trimestres passados.
Ficaríamos a saber que a volumetria do roubo em Portugal é das mais imponentes na Zona do Euro e que, contrariando o pessimismo de Pedro Ferraz da Costa quando disse ao Expresso que Portugal não tinha dimensão para se roubar tanto, há perspectivas para a Taxa de Roubo continuar crescer.
A insistência do Partido Socialista nos mega-projectos que, antes de começar já assinalam derrapagens indiciadoras de que a componente PPF (Pagamentos a Partidos e Figurões) vai crescer muito, é uma garantia de uma Taxa de Roubo que rivaliza com qualquer democracia africana ou sultanato levantino.
No PSD, a presença de candidatos com historial em posições elegíveis e em ternurenta proximidade com a líder, sugere que as boas práticas que têm sustentado a Taxa de Roubo vão continuar nos eventuais Ministérios de Ferreira Leite.
Neste ambiente de bagunça ideal, em que se juntam as possibilidades de grandes obras públicas com o frenesim eleitoral, os corretores podem mesmo, à semelhança do que se passa no mercado de capitais, criar valor com Futuros baseados nos potenciais de subida da Taxa de Roubo Portuguesa.
Por exemplo a inclusão de António Preto nas listas do PSD funciona como uma espécie de colateral de garantia de que os fluxos de dinheiros partidários continuam com todas as perspectivas de crescimento. Mudam as malas, mas continua tudo na mesma.
Pode-se pois criar à confiança um produto derivado colateralizado de alto rendimento e risco relativo, porque os dois grandes partidos obviamente confiam que a ingenuidade do eleitor português se mantenha.
Julgo que, tal como Ferraz da Costa, também Henrique Medina Carreira foi excessivamente prudente ao comparar o Portugal político a um "grande BPN".
Acho que com TGV, auto-estradas, Freeport e acções não cotadas da Sociedade Lusa de Negócios a render lucros de centena e meia de pontos, Portugal é uma holding de rapinagem que faz o que se passou no BPN parecer a contabilidade de uma igreja mórmon.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
"Buraco" na Defesa

O Ministério da Defesa vai ter de pedir um reforço orçamental de 150 milhões de euros. Sem isso, não conseguirá pagar os salários...
Os salários, as pensões e os cuidados de saúde dos militares das Forças Armadas não poderão ser pagos atempadamente nos próximos meses se o Ministério da Defesa não obtiver um reforço orçamental de 150 milhões de euros.
Como foi possível uma "derrapagem" nas contas de tamanha dimensão? É simples: a elaboração do orçamento não contou com o aumento dos vencimentos na Função Pública, nem com as promoções da praxe, nem sequer com o aumento do valor do Suplemento da Condição Militar.
Perguntará o leitor: mas o autor do orçamento não foi também o autor dos aumentos? Foi. E não sabia ele que esses aumentos teriam de reflectir-se nas folhas de pagamentos? Sabia. Mas devia estar distraído.
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Arribas escrutinadas

Foi preciso ter acontecido uma desgraça na Praia Maria Luísa, em Albufeira, para as autoridades despertarem para o perigo iminente nas falésias portuguesas.
Cinco mortos depois, as autoridades mostram-se inexcedíveis no seu zelo. Agora, consumada a tragédia, não faltam inspecções e vistorias, placards de aviso e cautelas elementares. Pena não se terem lembrado antes.
Avaliados à pressa mais de 40 quilómetros de costa no Algarve, entre Albufeira e Lagos, concluiu-se que era necessário vedar ao público uma dezena de arribas onde se impõem "intervenções prioritárias". Até a Praia da Coelha, que o Presidente Cavaco Silva habitualmente frequenta para banhos, "corre sério risco de derrocada".
Como só depois da casa roubada se puseram trancas à porta, acordamos agora para uma realidade global preocupante: não é só no Algarve que a falésia está a esboroar-se. Como há dezenas de anos Orlando Ribeiro já prevenia, a costa portuguesa está toda ela em situação periclitante. Só na Região Hidrográfica do Tejo foram detectadas nos últimos dias 52 arribas em risco de derrocada, 30 das quais em praias de alta frequência como Alcobaça, Nazaré, Óbidos, Peniche e Lourinhã. Noutras zonas de intervenção, idênticos problemas terminais foram identificados nas Azenhas do Mar, Praia das Maçãs, Aguda, Almograve, Carvalhal e Arrábida.
Vá lá uma pessoa confiar neles...
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Mais uma do nosso [Des] Governo

Este país do faz-de-conta é cada vez mais uma anedota pegada. Ora atentem lá nesta coisa vinda no Diário da República nº 255 de 6 de Novembro 2008:
EXEMPLO 1
No aviso nº 11 466/2008 (2ª Série), declara-se aberto concurso no I.P.J.
para um cargo de "ASSESSOR", cujo vencimento anda à ronda de 3500 EUR
(700 contos). Na alínea 7:…
" Método de selecção a utilizar é o concurso de prova pública que consiste na … Apreciação e discussão do currículo profissional do candidato."
EXEMPLO 2
No Aviso simples da pág. 26922, a Câmara Municipal de Lisboa lança concurso
externo de ingresso para COVEIRO, cujo vencimento anda à roda de
450EUR (90 contos) mensais. "…
Método de selecção:
Prova de conhecimentos globais de natureza teórica e escrita com a
duração de 90 minutos. A prova consiste no seguinte:
1. - Direitos e Deveres da Função Pública e Deontologia Profissional;
2. - Regime de Férias, Faltas e Licenças;
3. - Estatuto Disciplinar dos Funcionários Públicos.
Depois vem a prova de conhecimentos técnicos: Inumações, cremações,
exumações, trasladações, ossários, jazigos, columbários ou cendrários.
Por fim, o homem tem que perceber de transporte e remoção de restos mortais.
Os cemitérios fornecem documentação para estudo. Para rematar, se o candidato tiver:
- A escolaridade obrigatória somará + 16 valores;
- O 11º ano de escolaridade somará + 18 valores;
- O 12º ano de escolaridade somará + 20 valores.
No final haverá um exame médico para aferimento das capacidades
físicas e psíquicas do candidato.
ISTO TUDO PARA UM VENCIMENTO DE 450 EUROS MENSAIS!
Enquanto o outro, com 3,500!!! Só precisa de uma cunha.
Vale a pena dizer mais alguma coisa?
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
Militares vão ter de andar na linha

O PS chumbou as alterações da oposição ao Regulamento de Disciplina Militar que propunha a eliminação do corte de dois terços nos salários de militares alvos de "prisão disciplinar ou "suspensão de serviço". Ou seja, os militares nessa situação ficam mesmo só com um terço do salário. Vários deputados do PS justificaram que o corte de dois terços do salário já acontece na GNR e que noutros organismos da função pública as penalizações podem chegar à totalidade do vencimento. Os socialistas chumbaram também as propostas da oposição que pediam a substituição da palavra "pena" por "sanção".
Quer dizer, além de todos os sacrifícios inerentes à profissão militar, e que diga-se de passagem que são muitos, e só quem escapou com o cú à tropa é que não sabe, os militares que porventura sejam castigados ainda vão ficar com o corte de dois terços no salário...
Isto é caso para dizer "isto é que vai aqui uma tropa..." neste caso é mais "governo" ou será "desgoverno"?
Cada vez mais me convenço que os senhores deputados e os senhores ministros deste País não andam cá a fazer nada. Já que querem fazer leis absurdas metam os putos de 7, 8, e 9 anos no lugar deles, e mesmo assim estou desconfiado que esses putos fariam melhor serviço.
E depois ainda dizem que isto não merecia outro 25 de Abril???
Isto realmente merecia uma revolução, mas desta vez teria que haver sangue, não era cá com cravos...
Isto é leis absurdas atrás de leis absurdas. Quer dizer, os militares que juraram defender a Pátria mesmo com o sacrifício da própria morte, se fizerem merda são logo castigados e ficam sem dois terços do salário, então e todos esses marginais, drogados e putas, que andam neste país a roubar, matar, burlar, violar e a enganar o comum trabalhador???? A esses nada lhes acontece, visto que com as novas leis da justiça permite-lhes fugir à prisão.
Cá para mim isto é mais uma das maneiras de colocar um bode expiatório na tropa por causa da falta de dinheiro do Estado, não era a primeira vez e nem há-de ser a última.
Se querem fazer leis como deve ser comecem primeiro com eles mesmos, sigam o exemplo dos ministros franceses, em que cada ministro tem um Smart para ir para o emprego, em vez de terem um bruto BMW com condutor particular. Era bom viver num país assim, em que os ministros se preocupassem primeiro com o povo e só depois neles.
Ai se eu pudesse....
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Não acredito... Será que este governo começou a abrir os olhos???
Governo considera solução "razoável"
Cortar na entrada de imigrantes é uma medida eleitoralista, acusam associações
07.05.2009 - 15h02 Clara Viana
Uma medida eleitoral e que não acautela a dignidade da pessoa humana. Foi assim que responsáveis de associações que trabalham com imigrantes reagiram à redução da quota dos trabalhadores extracomunitários que poderão trabalhar em Portugal, hoje confirmada pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, e já aplaudida pelo líder do CDS, Paulo Portas.
A informação foi avançada quarta-feira pelo "Diário Económico". Num relatório enviado aos parceiros sociais onde se analisa o mercado de trabalho e os fluxos migratórios, o Governo preconiza uma redução para mais de metade do número de vagas disponíveis este ano para trabalhadores não comunitários em Portugal: de 8600 em 2008 passariam para 3800. Em 2007, viveriam em Portugal cerca de 400 mil imigrantes.
O ministro indicou que o Governo espera ainda os pareceres dos parceiros sociais, que deverão ser entregues até quarta-feira. Até lá, o processo de fixação da quota para imigrantes continua em aberto. Hoje, o novo diário "i" noticiava que, dado o previsível aumento do desemprego para 9,1 por cento, à excepção da CGTP, os outros parceiros (UGT e associações patronais) estão de acordo que se reduza as entradas de imigrantes em Portugal.
“É pouco, fraco e não corresponde à realidade”, comentou ao PÚBLICO André Jorge, director do Serviço Jesuíta aos Refugiados. Depois de lembrar que se está a fixar uma medida para vigorar este ano, quando o ano já vai a meio, este responsável frisa que “não se podem utilizar as quotas como arma de arremesso eleitoral”. Sondagens recentes dão conta de que a maioria dos europeus e norte-americanos defende que, face ao desemprego crescente, se devem mandar embora os imigrantes.
A quota de entrada é fixada tendo em conta a capacidade de integração no mercado de trabalho. “O princípio até pode ser correcto, mas o que não funciona é a prática”, diz André Jorge, lembrando os casos que todos os dias passam no seu serviço e que mostram a “imensa exploração” a que estão sujeitos os imigrantes irregulares. Serão cerca de 50 mil. Sem contratos nem direitos
Muitos estão a trabalhar, mas não têm contrato porque os empresários se recusam e, sem este documento, não podem legalizar a sua situação em Portugal. O que se deve fazer primeiro “é responder às necessidades reais das pessoas que já cá estão”, defende André Jorge, acrescentando que são cada vez mais os que estão a ser empurrados para “uma situação de limbo”: sem contrato, sem direitos.
“O sistema de quotas está falido. Não tem a ver com a realidade do mercado de trabalho e, muito menos, com a do combate ao trabalho ilegal”, sustenta Timóteo Macedo, da Solidariedade Imigrante. Quem não consegue entrar pelas vias legais, entra por outras, sublinha, para acusar: com este tipo de medidas “o Governo está a ser cúmplice da escravatura moderna que existe em Portugal”. Esta situação é denunciada também numa carta aberta aos órgãos de soberania e aos partidos políticos, lançada na quarta-feira e que é subscrita, entre outros, por D. Januário Torgal Ferreira, Paula Teixeira da Cruz, Helena Roseta e José Mário Branco.
João Proença, secretário-geral da UGT, diz que, na situação actual, em que o trabalho escasseia e o desemprego aumenta (o número de imigrantes inscritos nos centros de emprego aumentou 26 por cento entre Dezembro e Março), é “normal que exista uma redução da quota de entrada.
Proença considera também que a prioridade deve ser a “legalização” dos imigrantes irregulares, mas defende que este esforço “não é travado por a quota ser maior ou menor”. A situação só poderá ser combatida com uma efectiva penalização dos muitos empresários que “mantêm estes trabalhadores em situação irregular para melhor os poder explorar”, diz.
Citado pela agência Lusa, Paulo Portas considerou ser “evidente que um país que não gera postos de trabalho tem que reduzir a admissão de imigrantes”. O PÚBLICO não conseguiu obter a tempo reacções da CGTP e do Ministério da Administração Interna, que tutela o processo de legalização.
Cortar na entrada de imigrantes é uma medida eleitoralista, acusam associações
07.05.2009 - 15h02 Clara Viana
Uma medida eleitoral e que não acautela a dignidade da pessoa humana. Foi assim que responsáveis de associações que trabalham com imigrantes reagiram à redução da quota dos trabalhadores extracomunitários que poderão trabalhar em Portugal, hoje confirmada pelo ministro do Trabalho, Vieira da Silva, e já aplaudida pelo líder do CDS, Paulo Portas.
A informação foi avançada quarta-feira pelo "Diário Económico". Num relatório enviado aos parceiros sociais onde se analisa o mercado de trabalho e os fluxos migratórios, o Governo preconiza uma redução para mais de metade do número de vagas disponíveis este ano para trabalhadores não comunitários em Portugal: de 8600 em 2008 passariam para 3800. Em 2007, viveriam em Portugal cerca de 400 mil imigrantes.
O ministro indicou que o Governo espera ainda os pareceres dos parceiros sociais, que deverão ser entregues até quarta-feira. Até lá, o processo de fixação da quota para imigrantes continua em aberto. Hoje, o novo diário "i" noticiava que, dado o previsível aumento do desemprego para 9,1 por cento, à excepção da CGTP, os outros parceiros (UGT e associações patronais) estão de acordo que se reduza as entradas de imigrantes em Portugal.
“É pouco, fraco e não corresponde à realidade”, comentou ao PÚBLICO André Jorge, director do Serviço Jesuíta aos Refugiados. Depois de lembrar que se está a fixar uma medida para vigorar este ano, quando o ano já vai a meio, este responsável frisa que “não se podem utilizar as quotas como arma de arremesso eleitoral”. Sondagens recentes dão conta de que a maioria dos europeus e norte-americanos defende que, face ao desemprego crescente, se devem mandar embora os imigrantes.
A quota de entrada é fixada tendo em conta a capacidade de integração no mercado de trabalho. “O princípio até pode ser correcto, mas o que não funciona é a prática”, diz André Jorge, lembrando os casos que todos os dias passam no seu serviço e que mostram a “imensa exploração” a que estão sujeitos os imigrantes irregulares. Serão cerca de 50 mil. Sem contratos nem direitos
Muitos estão a trabalhar, mas não têm contrato porque os empresários se recusam e, sem este documento, não podem legalizar a sua situação em Portugal. O que se deve fazer primeiro “é responder às necessidades reais das pessoas que já cá estão”, defende André Jorge, acrescentando que são cada vez mais os que estão a ser empurrados para “uma situação de limbo”: sem contrato, sem direitos.
“O sistema de quotas está falido. Não tem a ver com a realidade do mercado de trabalho e, muito menos, com a do combate ao trabalho ilegal”, sustenta Timóteo Macedo, da Solidariedade Imigrante. Quem não consegue entrar pelas vias legais, entra por outras, sublinha, para acusar: com este tipo de medidas “o Governo está a ser cúmplice da escravatura moderna que existe em Portugal”. Esta situação é denunciada também numa carta aberta aos órgãos de soberania e aos partidos políticos, lançada na quarta-feira e que é subscrita, entre outros, por D. Januário Torgal Ferreira, Paula Teixeira da Cruz, Helena Roseta e José Mário Branco.
João Proença, secretário-geral da UGT, diz que, na situação actual, em que o trabalho escasseia e o desemprego aumenta (o número de imigrantes inscritos nos centros de emprego aumentou 26 por cento entre Dezembro e Março), é “normal que exista uma redução da quota de entrada.
Proença considera também que a prioridade deve ser a “legalização” dos imigrantes irregulares, mas defende que este esforço “não é travado por a quota ser maior ou menor”. A situação só poderá ser combatida com uma efectiva penalização dos muitos empresários que “mantêm estes trabalhadores em situação irregular para melhor os poder explorar”, diz.
Citado pela agência Lusa, Paulo Portas considerou ser “evidente que um país que não gera postos de trabalho tem que reduzir a admissão de imigrantes”. O PÚBLICO não conseguiu obter a tempo reacções da CGTP e do Ministério da Administração Interna, que tutela o processo de legalização.
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sexta-feira, 8 de maio de 2009
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