Mostrar mensagens com a etiqueta ue. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ue. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de abril de 2012

É a Alemanha que se está a europeizar ou a Europa que se está a germanizar?

“Na década de 1990, quando era estudante universitário, durante as minhas aulas de cultura alemã e não só, questionava-me se era a Alemanha que se estava a europeizar ou a Europa que se estava a germanizar.”

Rumar Portugal, Considerar a Europa, Pensar a Lusofonia
António Jose Borges
Nova Águia, número 8

Se algo parece claro nos últimos meses é precisamente a esta questão: a Europa está a germanizar-se e de forma acelerada. França continua a iludir-se a si própria julgando que ocupa ainda um local central no quadro europeu. Mas de facto, o jogo da austeridade, que propicia a uma fuga massiva de capitais da periferia para a Alemanha, Suíça e Holanda, empobrece todo o continente, impondo uma contenção orçamental que muito agrada a alemães, mas sem a abundância de capitais de que ela goza.

A Europa perde carácter e torna-se cada vez numa “Grande Alemanha”, em que todos os demais Estados transferem parcelas crescentes de soberania para a Alemanha, o papel e a influencia da Comissão Europeia desvanece-se e os países periféricos transformam-se cada vez mais em gigantescos “club meds” sem real influencia ou condução nos destinos da cada vez menos “comum” casa europeia.

sexta-feira, 16 de março de 2012

Afinal isto de pagar nas Ex-scuts é ilegal???


“A introdução de portagens nas ex-SCUT são ilegais. A posição é da Comissão Europeia, que ameaça processar Portugal caso a situação não seja reposta.
De acordo com o semanário ‘Expresso’, este parecer surge após a queixa apresentada pela Câmara Municipal de Aveiro em Novembro de 2010.
A Comissão Europeia deu, assim, provimento à queixa da autarquia contra o Estado português, acerca da introdução do sistema de cobrança de portagens nas antigas autoestradas sem custo para o utilizador.
Caso as portagens não acabem nas ex-SCUT, a Comissão Europeia pondera dar seguimento ao caso no Tribunal de Justiça da União Europeia.”
in Correio da Manhã

quarta-feira, 19 de maio de 2010

E se… Portugal saísse do Euro?


Se Portugal saísse do Euro isso seria efectivamente um “drama” para Portugal e para a nossa economia? Não há duvida de que ao ser uma das moedas mais fortes do mundo o euro permite importar a baixos preços e esse facto está na directa razão da galopante dívida externa portuguesa e dos crónicos défices comerciais lusos. A força cambial do euro é assim uma das fontes para as presentes dificuldades de Portugal.

O facto de Portugal usar uma das mais fortes moedas do mundo e de ter um tecido empresarial pouco competitivo, problemas de competitividade, inovação e produtividade significa que as nossas empresas são obrigadas a competir num mercado global cada vez mais desregulado e onde os nossos adversários não hesitam em recorrer à arma cambial (como no caso do muito desvalorizado yuan, a moeda chinesa) provocando a avalanche de falências e o crescendo de desemprego actual.

Se não estivéssemos colados ao euro poderíamos responder de forma rápida à crise económica, alterando o valor cambial da moeda própria que já não temos e ajustando de forma mais adequada a nossa situação periférica e as dificuldades estruturais da nossa economia aos desafios da Globalização.

Em teoria, a pertença a um espaço económico comum, delimitado pela moeda comum, deveria ser correspondida por uma rede de solidariedade capaz de compensar as economias mais fracas pelas desvantagens da integração monetária. As hesitações, a lentidão da reacção e a fraqueza da mesma demonstraram que esta Europa não tem a devida solidariedade. Perante um ataque avassalador e concertado dos Especuladores (e das agências de Rating) os países do euro não se souberam juntar em torno dos seus membros mais fracos e – bem pelo contrário – deixaram quase cair a Grécia, Irlanda, a Itália e Portugal.

Portugal tem agora uma moeda exageradamente forte, de cujo controlo prescindiu quando aderiu (graça a algumas “engenharias financeiras)… Em troca, prometeram-nos que a solidariedade europeia haveria de compensar esta perda de independência, em caso de necessidade. Ora, o que sucedeu à Grécia, as longas hesitações alemãs e uma pífia liderança barrosiana provaram-nos que esta troca foi falsa: que a Europa não só não é solidária, como não nos ajudará se precisarmos.

Perante este fracasso rotundo e aparentemente insanável da Europa só resta a Portugal uma saída: deixar o euro e recuperar a sua independência monetária.