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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Pensões vitalícias (e milionárias)


Apesar de extintas em 2005 por serem um óbvio escândalo para os portugueses, as "pensões vitalícias" continuam a ser concedidas a políticos que, à data da extinção, já tivessem adquirido esse "direito". Soube-se agora que, entre os novos beneficiários, está um marmanjo de 45 anos de idade que, por ter passado 11 sentado no Parlamento, receberá uma subvenção de cerca de 2 mil euros mensais até ao fim da vida.
Estas pensões custam-nos todos os anos 8.3 milhões de euros e bafejam 385 antigos deputados e governantes. É preciso não ter vergonha nenhuma, enquanto que andam aí portugueses que tem que sobreviver um mês com 100 euros ou menos!!!

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cornudo


Manuel Pinho era um ministro politicamente frágil. Por mais de uma vez demonstrou essa fragilidade, deixando-se enredar na maledicência do duelo político-partidário de modo ingénuo. Não é fácil ter estrutura mental para aguentar com todas as torpezas próprias do exercício político. Há quem nunca o consiga e Pinho parece-me ser um deles. Hoje, escorregou fatalmente. Perante um comentário feito em surdina que considerou ofensivo, o ministro partiu para o insulto. Fez o gesto de um par de cornos a Bernardino Soares. Será que sabe algo que o Bernardino não saiba??? Qualquer que seja o significado, acho que todos os dias os senhores deputados se insultam mutuamente de alto a baixo, guarnecidos pelas respectivas imunidades que a qualidade de eleitos lhes confere e nada demais acontece. Ora, Pinho não tem essas prerrogativas, como ministro não foi eleito. Foi despedido, para gáudio da oposição e do “cornudo”.

Corja de Malandros (para não dizer outra coisa...)

Pode até acontecer isto ir parar as mãos destes pseudo-politicos (politinistas, digo eu)

Este é o pensamento político que temos (em Portugal), está em todas:
· Estádios de futebol, hoje às moscas,
· TGV,
· novo aeroporto,
· nova ponte,
· auto-estradas onde bastavam estradas com bom piso,
· etc. etc.
A quem na verdade serve tudo isto?

PORTUGUESES, LEIAM AS LINHAS SEGUINTES E PENSEM

A QUEM VAI SERVIR O TGV ...
1.AOS FABRICANTES DE MATERIAL FERROVIÁRIO,
2.ÀS CONSTRUTORAS DE OBRAS PÚBLICAS E .. CLARO,
3.AOS BANCOS QUE VÃO FINANCIAR A OBRA ...
OS PORTUGUESES FICARÃO - UMA VEZ MAIS
- ENDIVIDADOS DURANTE DÉCADAS
POR CAUSA DE MAIS UMA OBRA MEGALÓMANA ! ! !

Experimente ir de Copenhaga a Estocolmo de comboio.
Comprado o bilhete, dá consigo num comboio que só se diferencia dos nossos 'Alfa' por não ser tão luxuoso e ter menos serviços de apoio aos passageiros.
A viagem, através de florestas geladas e planícies brancas a perder de vista, demorou cerca de cinco horas.
Não fora conhecer a realidade económica e social desses países, daria comigo a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.
Se não os conhecesse bem perguntaria onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
A resposta está na excelência das suas escolas,
·na qualidade do seu Ensino Superior,
·nos seus museus e escolas de arte,
·nas creches e jardins-de-infância em cada esquina,
·nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Percebe-se bem porque não
·construíram estádios de futebol desnecessários,
·constroem aeroportos em cima de pântanos,
·nem optam por ter comboios supersónicos que só agradam a meia dúzia de multinacionais.
O TGV é um transporte adequado a países de dimensão continental, extensos, onde o comboio rápido é, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro, competitivo com o transporte aéreo.
É por isso que, para além da já referida pressão de certos grupos que fornecem essas tecnologias, só existe TGV em França ou Espanha (com pequenas extensões a países vizinhos).
É por razões de sensatez que não o encontramos
·na Noruega,
·na Suécia,
·na Holanda
·e em muitos outros países ricos.
Tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa-Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.
Para além de que, dado ser um projecto praticamente não financiado pela União Europeia, ser um presente envenenado para várias gerações de portugueses que, com mais ou menos engenharia financeira, o vão ter de pagar.
Com 7,5 mil milhões de euros podem construir-se:
- 1000 (mil) Escolas Básicas e Secundárias de primeiríssimo mundo que substituam as mais de cinco mil obsoletas e subdimensionadas existentes (a 2,5 milhões de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) creches (a 1 milhão de euros cada uma);
- mais 1.000 (mil) centros de dia para os nossos idosos (a 1milhão de euros cada um).
E ainda sobrariam cerca de 3,5 mil milhões de euros para aplicar em muitas outras carências como, por exemplo, na urgente reabilitação de toda a degradada rede viária secundária.

Cabe ao Governo reflectir.

Cabe à Oposição contrapor.

Cabe-lhe a si participar.

E ainda há quem diga que este governo é bom....