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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Ministro diz que militares "não fazem queixas nem reclamam"


O ministro da Defesa considerou no Alfeite, que os novos submarinos constituem "uma capacidade de que a Marinha precisa para ser equilibrada" e poder "desempenhar as funções que lhe estão cometidas".
Augusto Santos Silva, que falava no final da sua primeira visita à Armada, na Base Naval do Alfeite, adiantou, sobre o mesmo tema e também de forma lacónica: "O programa dos submarinos (...) está em curso, esperamos que o primeiro chegue a Portugal" em Janeiro de 2010.
Naquela que foi a segunda cerimónia a que presidiu como ministro da Defesa - depois da ida ao Instituto de Defesa Nacional, onde declarou que as recém-aprovadas e polémicas reformas das Forças Armadas são para "aplicar e concretizar" por terem sido aprovadas com "um forte consenso social e político" -, Santos Silva aproveitou para deixar (e repetir) outra mensagem: "Os militares não fazem queixas nem apresentam reclamações."
Sobre o processo de escolha do novo chefe do Estado-Maior- -General das Forças Armadas (que toma posse a 5 de Dezembro), o ministro da tutela deixou implícito que ainda não o iniciou, ao lembrar que o Governo só está "investido na plenitude das suas funções [desde as] 12.30 da passada sexta-feira".
Quanto à relação com as associações socioprofissionais, Augusto Santos Silva observou que "têm uma existência consagrada legalmente e merecem todo o respeito". Em matéria de diálogo, o governante acrescentou que, depois das audiências para apresentação de cumprimentos que vai ter com os representantes dos militares, "cada um deve cumprir as funções que tem".
Acompanhado pelo novo secretário de Estado da Defesa, Marcos Perestrello - que visita na próxima semana os militares estacionados na Bósnia -, e pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Melo Gomes, Augusto Santos Silva revelou já ter aprovado "recursos adicionais" de 1,3 milhões de euros para o ramo, no âmbito da Lei de Programação de Infra-Estruturas (LPIM), modernizar as instalações da Escola de Tecnologias Navais, o Hospital da Marinha e o Instituto Hidrográfico.
Com que então os militares não fazem queixas???? nem reclamam???
Ó seu grande filho da puta havias de perguntar isso individualmente aos militares das Forças Armadas que logo havias de ver!!!
Foda-se sai um palhaço entra outro!!!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Os aumentos salariais e as relações politico-militares


Na sequência da actualização de remunerações e suplementos das Forças de Segurança(FS) - em que o governo se preparava,uma vez mais, para fazer-se esquecido relativamente ao parente pobre do Estado,em que as Forças Armadas (FAs) se transformaram depois do fim do Conselho da Revolução,em 1982 – dizia –acabou por ser aprovado, algo a martelo,o diploma que tenta harmonizar a tabela salarial e a condição militar dos,agora e apenas,tolerados militares.
Os cidadãos que servem Portugal nas FAs,começaram por ser desnivelados dos vencimentos dos magistrados,universitários e diplomatas,que em conjunto eram tidos como os grandes pilares do Estado ( e que o “Estado Novo” sábia e laboriosamente equiparara),para serem segregados, a seguir, das “alcavalas” das FS,para agora acabarem abaixo da tabela dos técnicos superiores da função pública. Ódio velho não cansa... mas,se assim é, tenham coragem e afrontem-nos, de caras e de vez! O presente diploma, para além de conter varios aspectos criticáveis, dispõe que os aumentos para os generais de três e quatro estrelas “dispararam”relativamente ao resto das tropas. Até parece que os querem “comprar”... Esta diferenciação tomou forma – salvo erro - no primeiro governo do Prof. Cavaco Silva em que, inclusivé,se retirou as chefias militares da grelha salarial dos diferentes postos, indexando-os aos cargos politicos. Ou seja, separaram-se os chefes do resto das tropas. Ora, sendo a Instituição Militar (IM) caracterizada pela forte hierquização de postos e funções é natural que a tabela de vencimentos também reflita tal pressuposto. Mas não deve,sem embargo,pôr em causa a coesão a justiça relativa,o espirito de corpo e outros atributos especificos da IM,sem os quais os Exércitos são uma ficção. E se os chefes militares – não sei se os quatro,se os três – apesar da violência verbal e escrita com que trataram o assunto,não conseguiram fazer valer os seus argumentos,ao menos que não aceitassem, no final,tamanha diferenciação. Lamentavelmente parece ter sido usada, de novo, a técnica de má conduta consubstanciada no facto das chefias serem entretidas com determinados números e pressupostos e no fim verem-se confrontados com coisas diferentes.Chama-se a isto deslealdade. Por tudo isto, há muitos anos que semelhantes procedimentos deveriam ter sido atalhados cerces e denunciados. Se o Dr Portas,por ex.,à segunda vez que tivesse chegado atrasado a uma cerimónia militar, já lá não encontrasse ninguém para o receber,certamente que não teria porfiado na irresponsabilidade e falta de educação do acto. Ou quando o Dr Caldas,em directo na TV,quis fazer uma piada pífia com uma frase do Clemanceau – que ele julgava ser do Churchil – tivesse ,logo de seguida, engolido a graça,se calhar não teriamos chegado a este plano inclinado. Lembram-se do Dr Jardim? Desde que um coronel na reforma lhe assentou as costuras nos idos de 70 e muitos,que tem tido um comportamento exemplar para com os militares – enfim,questão da bandeira regional,na capitania do porto e tentativa de “assalto”ao Palácio de S. Lourenço,à parte. É preciso ultrapassar questões do foro “horticola”que nos tolhem e que têm permitido abusos e desconsiderações. Mas só assim poderemos ser respeitados. O que mais dói,é que os estimáveis profissionais de uma instituição acima de tudo patriótica,que obrigatoriamente tem de dar de si uma imagem de coragem – fisica e moral – e que se consideram,com alguma justiça,os catedráticos da estratégia,da táctica,da logistica,operacionais ferozes de várias artes e saberes,se deixem – ao fim e ao cabo – tosquiar como cordeiros mansos,sem um ai! que se oiça. Ainda por cima por aprendizes da politica, de muito baixa categoria. Tenho pena que assim seja. E muita vergonha.

in Diabo
8 de Setembro de 2009

Acho que diz tudo...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Militares, regalias e outras coisas...


Aprendeu novas técnicas e, de repente, encontrou-se só, a pôr em prática a bagagem acumulada. Estava feito um profissional das armas. Tinha uma missão a cumprir! Não se dava ainda conta de que era um elo importante nessa missão, mas tinha urna ideia algo consistente de que esta não era propriamente equiparável aquilo que os seus amigos do liceu hoje em dia faziam na vida. Tinha algo de... transcendente. E isso, transcendente.
O nosso amigo habitava na sua unidade, mas aspirava a mudar a sua situação, isto é, gostaria de legalmente poder passar a dar nome a descendentes seus. Ambição perfeitamente plausível no campo humano e social, mas mais complicada de pôr em prática. No meio destas "crises existenciais"próprias da idade e do momento, sentia-se no entanto cada vez mais incomodado com o que de tempos a tempos ia ouvindo sobre a sua condição militar, que ele apesar de tudo muito prezava. Era o jornal "A" que zurzia os militares por causa do orçamento; o locutor da rádio "X" que vociferava que a vida estava cara, não havia hospitais nem estradas e os militares a gastarem dinheiro, etc., foi o facto de, no outro dia, quando viajava de autocarro, ter ouvido cochichar que os militares isto e aquilo, de tal modo que ele até foi no dia seguinte a correr ter com o homem dos serviços sociais perguntar se era verdade (não era); a maneira como no outro dia o tinham olhado quando tinha entrado fardado num café, como se de um marciano se tratasse; mais a prima da outra banda que lhe pedia para lhe comprar o produto XPTO, no "casão", que era seguramente muito mais barato que cá fora, e a gasolina, meu Deus, a gasolina, ainda havia cidadãos que pensam que os militares têm a gasolina mais barata!
Estava o nosso jovem nestas cogitações, pensando quer certamente havia algo de errado pelo meio, quando apareceu a D. Sabedoria, personagem de elevada cultura e gabarito e lhe disse:
- "Meu bom amigo: coração ao alto! Pois não te disseram que a vida tinha destas coisas? Não te falaram da servidão militar juntamente com a nobreza da profissão? Pois toma a incompreensão popular que por vezes existe, como uma das servidões. Sempre assim foi, dificilmente deixará de o ser (vê a questão dessa maneira: as FAs são como um seguro de vida. Toda a gente o deve ter, mas quem gosta de o pagar? E um seguro caro que pagamos e ficamos satisfeitos quando o seguro não teve de ser utilizado). Há muitas razões para que situações destas existam. A maior delas é o desconhecimento. Vou fazer uma comparação para ilustrar o meu pensamento.
Como sabes a Força Aérea já teve a seu cargo uma Brigada de Pára-quedistas Ligeira praticamente completa e operacional, que foi uma das melhores unidades das FAs portuguesas. O orçamento para 1983 do Corpo de Tropas Pára-quedistas foi de 1.300.000 contos. Ora os pára-quedistas são uma tropa de elite, cara, que salta de avião, desloca-se em viaturas, veste, calça, come, dorme e treina, utilizando ainda urna panóplia muito variada de armamento. Tinham, na altura, um total de cerca de 3100 homens (320 civis). Pois bem, só o subsídio de almoço de uma empresa pública custou mais, no mesmo ano, ao erário público do que a Brigada de Pára-quedistas! Estás a abanar a cabeça, não acreditas? Então repara:
A dita empresa (a TAP) empregava cerca de 10000 trabalhadores em Portugal. O subsídio de almoço era, na altura, de 350$00. Atendendo a que um ano de trabalho tem 11 meses a 25 dias cada, se te quiseres dar ao trabalho de fazer contas, concluirás que só em "alimentação" a empresa gasta 962.500.000$00. Acrescentando a este valor o resultante de idêntico subsídio aos trabalhadores no estrangeiro (em média 1200$00/dia/ pessoa), sendo estes cerca de 2000, obtém-se um total de 1.622.000$00, é superior a 1300 000$00!
Já acreditas?
Mas isto nem chega a ser a ponta do iceberg. Os exemplos são muitos, são públicos e revestem-se das mais variadas formas.
Uma grande parte de grupos profissionais, pelo simples facto de o serem, ficam habilitados a usufruir das mais variadas regalias: uns andam mais barato de avião, comboio ou autocarro; outros têm juros ou seguros bonificados, etc.
Regiões existem no país que também por si só conseguem beneficiar os seus habitantes, por exemplo, gasolina ou electricidade mais barata. Os contratos colectivos de trabalho concedem os mais variados benefícios: creches, subsídios de refeição, de aleitamento, casamento, funeral, horas extraordinárias, etc., etc. Grande parte dos funcionários do Estado dispõe de um complicado esquema de emolumentos, que permitem aumentar substancialmente os vencimentos base, para já não falar nas condições especiais, ou no usufruto de bens por parte de grupos seleccionados de eleitos que ocupam algumas posições chave na "sociedade".
O nosso militar que ouvia atentamente, já de olho um pouco esbugalhado, engoliu duas vezes em seco e balbuciou:
- "Mas então se há tudo isto, porque é que só falam dos militares?"
A D. Sabedoria sorriu e disse:
- "Razões que a razão bem conhece mas que a conveniência esquece. Posso adiantar-te algumas: é fácil e prático por as culpas nos militares. Está na moda e faz jeito arranjar um bode expiatório; má fé, não é segredo para ninguém que a instituição militar não colhe simpatias por parte de alguns indivíduos, grupos e organizações; ignorância e ingenuidade de pessoas e grupos; falta de educação cívica a nível da escola e da família; falta de sensibilidade para os problemas de defesa nacional.
Mas olha, a mim o que me preocupa mais não é o facto em si mas antes as consequências globais do actual estado de coisas. Tais factos estão a gerar assimetrias e injustiças cada vez mais complexas em toda a sociedade, que fica assim enredada num novelo cada vez mais difícil de desembaraçar. Os alicerces são falsos ..."
O nosso homem que recuperava da incredulidade animou-se, colocou-se instintivamente numa posição parecida à de sentido e soltou:
- "Mas então ninguém denuncia uma coisa destas? Como é que o país aguenta?"
- "Acalma-te, retorquiu a D. Sabedoria em tom maternal. O País não se aguenta, endivida-se. Quanto ao denunciar é quase impossível. Sabes, o Hara-Quiri é urna prática que está confinada a alguns grupos de orientais. Nunca fez sucesso no ocidente. O público em gera] não denuncia a situação por desconhecedor, os partidos para não perderem votos, os sindicatos para manterem e se possível melhorarem as "conquistas", "as entidades competentes" para não destabilizarem... e quase todos enfim, porque têm de um modo geral aproveitado com o sistema. Já me esquecia, os órgãos -de informação falam por vezes nisto, mas como cada um diz de sua justiça, conseguem baralhar a audiência fiando tudo na mesma". O nosso militar coçava agora a cabeça tentando pôr as ideias em claro:
- "Mas então não há nada a fazer, não há esperança?"
- "Olha amigo, ele haver há e muito, assim apareçam homens e condições para o fazer. Até lá„ não te apoquentes com o que dizem da gasolina. Conserva os teus ideais e vai em frente".
E foi-se.


in Diabo
25 de Agosto de 2009

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A Marinha Portuguesa: Os bons e os maus militares

Já lá vai o tempo em que o meu gosto por andar na briosa emanescia em toda a minha pessoa, porém com o passar dos anos o brilho foi-se apagando.
A cada novo dia que passa começo cada vez mais a acreditar naquela frase que diz que “foi à casa de banho cagar, e teve uma ideia de merda”. Porquê que digo isto???
Nos últimos anos tenho assistido a leis estúpidas e absurdas que colocam os militares sob um regime de ditadura nazi, leis essas que além de serem feitas pelo governo, também têm a ajuda do cabeça de merda do CEMA Almirante Melo Gomes, que não é nada mais do que um Adolf Hitler dos tempos modernos.
O mais engraçado é que este cabeça de merda só é CEMA porque é casado com a deputada do PS, Ana Gomes. E ainda dizem que é pelas suas qualidades de liderança…
Esse paneleiro tem tantas qualidades e capacidades de liderança como eu tenho para falar chinês.
Não bastou as leis de merda que os nossos ilustres ministros fizeram para foder os militares, ainda veio esse cabeça de merda e fez leis à sua maneira para foder aqueles que cá andam já há vários anos. E ainda por cima repare-se a força que ele fez para defender a Armada….
“Mas ele é muito referido na televisão a defender a Armada” dizem vocês, pois mas por acaso na força que esse cabrão fez ou faz, vocês vêem algum resultado???? Eu não vejo.
E aliás ele quando faz força para alguma coisa deve ser é para cagar….
O cabeça de merda é oficial de marinha, estão à espera que ele faça algo de bom para os praças, ou para os sargentos da marinha???
Ele preocupa-se é com ele e com aqueles da mesma cor que a dele, os outros que se fodam.
Mas as leis impostas pelos ministros já nós sabíamos que as tínhamos de mamar, agora aquelas que o CEMA nos impôs é que nos fodeu bem fodidos.

Os bons e os maus militares
Isto é um tema que eu acho uma piada do caralho.
Nesta parte dos bons e dos maus militares é de reparar que as leis foram decididas pelo nosso cabeça de merda Melo Gomes.
Uma coisa é certa, eu já não caminho para novo, mas agora passarem-me para trás e me dizerem na cara que, pelo simples facto de não ter o 12º sou um mau militar, deixa-me fodido….
Isto é assim eu não critico aqueles que tem o 12º ano, pelo contrário, até sou a favor que eles concorram ao CFS, agora simplesmente acho que esse palhaço de merda não foi dotado de dignidade suficiente para resolver o caso dos mais antigos que cá andam.
Ainda há-de chegar o dia em que me hão-de pedir ajuda, e aí então eu mando-os foder.
Agora sim dou razão aqueles cabos velhos que diziam “não foste tu que estudaste?? Não és tu sabes?? “
O monte de esterco de duas patas resolveu criar novas especialidades, muito bem, foi aplaudido e tudo por essa ideia genial, pena mesmo é que os putos não queiram cá ficar. Pois é, viver numa ditadura e num regime castrense não é fácil.
A última deste cabrão, que é uma que me parte todo é o despacho do ALM CEMA 19/09 publicado na OA1 31 de 22JUL09.
Ora este paneleiro que gosta de comparar a “sua” marinha às outras, emite mais um despacho que mais uma vez priva os militares de serem pessoas.
Este gajo já que gosta tanto de comparações porque que não olha para a marinha holandesa, em que eles usam cabelo comprido, usam piercings, usam tatuagens, fumam ganzas e tem dormitórios mistos??? Já para não falar dos ordenados…
É por isso que eu digo que isto está mesmo entregue ao broche, velhos como
este cabeça de merda deviam era todos levar um tiro nos cornos, para ver se desapareciam da marinha.

Em suma:
Neste momento com as leis de merda, são considerados maus militares aqueles que não tem o 12º ano, aqueles que não passam nas PAF´s, e aqueles que tem tatuagens e piercings.
Os bons militares, são os outros, aqueles que tem o 12º ano, que passam nas PAF´s e aqueles que não tem tatuagens e piercings.

Por isso já sabem se tiverem tatuagens ou piercings, se não tiverem o 12º, e não passarem nas PAF´s, esqueçam, a marinha não vos quer ver.
Daqui a uns tempos estou mesmo a ver que esse filho da puta vai fazer como os E.U.A. e vai proibir os militares de terem espaços na Web, como blogs e companhia.
Que fodam estes gajos caralho....