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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Websites: Passado E Presente


A Internet já faz parte das nossas vidas há alguns anos e os mais jovens talvez não saibam o que é viver uma vida sem ela. Ela é de fato uma invenção extraordinária, que evolui de uma forma tão rápida que se torna difícil de acompanhar…
Há quem diga que no mundo virtual tudo acontece muito mais rápido e consequentemente a evolução é constante. Dez anos de evolução para o mundo virtual é o equivalente a 20 anos de evolução no mundo real. A Internet sempre esteve muito à frente, sempre pensou no futuro e isso traduz-se na grande quantidade de websites que existem na Web…
Para quem assistiu ao nascimento e banalização da Internet, é difícil imaginar como era utilizar a ligação telefónica básica através de um modem de 56 kbit/s que emitia um barulho muito demente. Hoje o acesso é extraordinariamente mais rápido, tão rápido que uma comparação com o passado deixa-nos a pensar como era possível nós ficarmos satisfeitos com tão pouco…
Hoje convido-o a revisitar o passado, mas não julgue que vamos recuar demasiado no tempo, nada disso, vamos recuar até 1998. O ano em que o presidente Bill Clinton foi acusado de assédio sexual; em que um terramoto no Afeganistão matou mais de 5000 pessoas; ano em que a Netscape anunciou a criação da mozilla.org; o ano da ultima temporada de Seinfeld e é também a altura em que a Google ganha vida e se estabelece como um dos 100 websites mais relevantes de todo o mundo…

Amazon 1998

Amazon 2008

Apple 1998

Apple 2008

Google 1998

Google 2008

Hotmail 1998

Hotmail 2008

Microsoft 1998

Microsoft 2008

PC World 1998

PC World 2008

Yahoo 1998

Yahoo 2008


O tempo não pára e a Internet também não.

Corte da Internet para "piratas"


A partir de agora, é possível aos governos dos países da União Europeia, cortar o acesso à Internet a todos os utilizadores que façam download de ficheiros protegidos por direitos de autor. E isto sem a devida (e anteriormente necessária) autorização judicial! Esta alteração resulta de um acordo entre o Conselho Europeu e o Parlamento Europeu e vai obrigar a que os países membros passem a legislar neste sentido até 2011. Ou seja, não quer dizer que tenha eficácia imediata, mas que a partir de agora, podemos vir a ter notícias neste campo… E mesmo assim, o acordo terá ainda que ser alvo de uma ratificação por parte dos ministros das Telecomunicações e, novamente, pelo próprio Parlamento Europeu.
O acordo implica uma série deserção que os eurodeputados realizam sobre a defesa dos direitos dos seus cidadãos e um golpe fatal ao conceito que afirmava que o “acesso à Internet era um direito” (emenda 138). A pressão das empresas de Media sobre os eurodeputados terá sido decisiva, embora oficialmente a razão para que tenham deixado cair os direitos dos cidadãos que representam a favor dos interesses da indústria audiovisual tenha sido o “risco ao plano de reforma dos sector das telecomunicações”… Acredite quem quiser. Alegadamente, o acordo incorpora uma alínea que defenderá os cibernautas europeus de abusos esclarecendo que este corte “só podem impor-se se forem adequadas, proporcionais e necessárias numa sociedade democrática”. Pois sim. E outra alínea que defende a existência de um “procedimento prévio, justo e imparcial” capaz de garantir que o suposto infractor é ouvido antes de receber a punição. Com esta Lei, os lobbies do audiovisual conseguiram derrubar o conceito jurídico fundamental da “presunção da inocência” e abrir uma importante brecha no edifício europeu da defesa dos direitos dos cidadãos, provando que as grandes multinacionais conseguem – quando querem – fazer vergar o Parlamento Europeu, levando-o de joelhos e fazendo-o esquecer os direitos e garantias individuais dos papalvos (nós) que o elegeu.
É mais uma daqueles situações....
Que atire o primeiro disco rígido aquele que nunca fez um download ilegal!!!

terça-feira, 12 de maio de 2009

Quem é o dono da Internet?

Oficialmente, ninguém. Mas, na prática, a rede mundial acaba ficando na mão do governo dos EUA. O país tem controle maioritário de dois recursos importantíssimos: os servidores (computadores de grande porte sem os quais a Internet não funciona) e os endereços www. Existem mais de 100 servidores-base espalhados pelo mundo (um deles no Brasil). No entanto, dos 13 que armazenam todas as informações dos demais e controlam tudo o que está disponível na web, 10 estão nos EUA (os outros 3 estão no Japão, Suíça e Inglaterra), sendo que um deles é a “chave mestra” porque também faz cópias dos demais.
A outra carta na manga dos americanos é o Icann, uma corporação sem fins lucrativos que controla todos os endereços da Internet. Apesar de gerido por diversos países, o Icann tem sede na Califórnia e é subordinado ao Departamento de Comércio americano. Assim, os EUA são o único país com poder de veto sobre ele (recentemente, o governo Bush proibiu, por exemplo, a terminação “.xxx”, que valeria para sites de pornografia). Esse poder americano tem incomodado alguns países. Liderados pelo Brasil, China e União Europeia, eles propuseram que, a partir de Setembro (quando terminam os contratos do sistema actual), seja criado um órgão vinculado à ONU para o controle da rede. Mas uma carta do governo dos EUA usa a segurança como argumento para que o controle continue como hoje.