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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Descobriram a Atlântida no Google Earth?
Foi graças ao Google Earth que foi descoberta uma rede de linhas nas profundidades atlânticas a perto de mil e duzentos quilómetros das Canárias. As imagens que podem ser vistas por todos nos seus computadores revelam um rectângulo perfeito com varias centenas de quilómetros de lado e foram descobertas na ferramenta da Google por um engenheiro aeronáutico de nome Bernie Bamford.
As coordenadas da descoberta são 31 15′15.53N 24 15′30.53W e correspondem a um dos locais onde a tradição coloca a desaparecida civilização da Atlântida. Segundo o “Times e Crítias” do filósofo ateniense Platão, o continente ter-se-ía afundado no Atlântico (“além das Colunas de Hércules”) numa data que corresponde a cerca de dez mil anos a.C.
A descoberta merece toda a atenção da comunidade científica, admite Charles Orser, da Universidade de Nova Iorque que afirma: “o local é um dos lugares mais conhecidos como possível localização da Atlântida, e merece certamente um olhar mais atento”.
O local foi encontrado pela utilização do “Google Ocean”, uma extensão do Google Earth que permite explorar o fundo dos oceanos e que contém milhares de imagens, captadas em expedições oceanográficas, contribuir com fotografias, e conhecer detalhes sobre os locais que visionam. Como o Google Sky, a ferramenta não tem um intuito monetário imediato, procurando antes do mais capitalizar tráfico para o serviço principal do Google Maps, onde existem já mecanismos de monetorização montados e lucrativos. É claro que a ter fé em E. P. Jacobs (“O Segredo da Atlântida” da série Blake & Mortimer) não seria impossível que houvesse aqui, ao largo das Canárias, uma civilização submarina atlante disposta a figurar com anúncios nos sistemas comerciais de mapas e geolocalização…
A localização da Atlântida perto das Canárias é concordante com as teses do autor francês Robert Charroux que alegava que os guanches, os habitantes das Canárias massacrados pelos espanhóis até à total extinção, eram os descendentes do afundamento da Atlântida e que a sua religião naturalística e matriarcal era testemunho dessa antiga civilização mítica perdida entre as ondas do Atlântico e agora talvez redescoberta via… Google Earth.
P.S.: E ainda havia que dissesse que o Google Earth não servia para nada…
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Descoberta nau portuguesa ao largo do Rio de Janeiro

Mais uma vez, chegaram através da comunicação social, fantásticas notícias da descoberta de mais um fabuloso tesouro subaquático, desta vez associado a uma nau portuguesa.
Apesar de apenas terem sido encontradas algumas madeiras, e nenhum tesouro, a informação que foi posta a circular identifica, de imediato, um navio português específico, a nau Rainha dos Anjos que, logo por acaso, transportava nos seus porões um tesouro avaliado em 670 milhões de euros.
Naturalmente que, para o descobridor (o qual, segundo se sabe, fez a descoberta quando procurava um hélice caído de um rebocador), a possibilidade de se tratar dessa nau, que se afundou a 17 de Julho de 1722 frente à baía da Guanabara na costa do Rio de Janeiro, é fascinante.
O navio, que viajava de Macau para Lisboa, entrou a 15 de Maio desse ano, após 5 meses de viagem, no porto do Rio de Janeiro, fundeando nas proximidades da Ilha das Cobras. A bordo vinha um representante do Papa, que tinha sido recebido pelo imperador da China e regressava à Europa com diversos presentes para o Papa e para o monarca português, D. João V.
O navio, com 54 peças de artilharia e com mais de 300 pessoas embarcadas, por razões desconhecidas, explodiu cerca de um mês depois de ter chegado, tendo-se partido em dois.
De acordo com uma relação da carga, descoberta em 1963 por um tal George Loehr, entre esta encontravam-se 128 vasos de porcelana, uma caixa esmaltada, 10 vasos esmaltados e 138 ou 136, segundo outras fontes, vasos de "vidro de Pequim", dos quais actualmente apenas existe um no Museu Imperial da China.
Nem o descobridor nem a comunicação social mencionam que esta nau terá sido salvada por um tal Jorge Mainarte, entre 22 de Julho de 1722 e 24 de Junho de 1724, segundo informação do investigador Paulo Monteiro, desconhecendo-se, portanto, que carga ainda permanecerá nos seus porões.
Ficaremos a aguardar desenvolvimentos acerca desta descoberta, em particular os testes às madeiras, que foram solicitados, e da actuação das entidades oficiais brasileiras.
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